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Entrevista - Solon Fishbone

March 26, 2017

Trinta anos de estrada e cinco discos lançados. Solon Fishbone comemora em 2017 três décadas de uma carreira musical que começou em 1984, como baixista. Ao lado de Cláudio Mattos, Duca Leindecker e Luciano Bortoluzzi fundou a banda Prize, que fez parte de uma geração que marcou o rock gaúcho, com participações nas coletâneas “Rock Garagem II” e “Rio Grande do Rock”. Com o fim do grupo no final dos anos 80, Solon assumiu a guitarra e formou uma das primeiras bandas de blues do Rio Grande do Sul, a Bluesmakers.
No início dos anos 90, Solon viveu a cena blues de São Paulo, que foi, sem dúvida, o embrião para o que viria logo depois, o Solon Fishbone y los Cobras. O disco de estreia do trio, “Blues from Southlands”, lançado em 1994, virou rapidamente um marco para o gênero em Porto Alegre. Junto com o baixista Flávio Chaminé e o baterista Alexandre Barea, recém-saído do Cascavelettes, Fishbone assinou com a Paradoxx
Music. Com mais de 10 mil cópias vendidas, a estreia do grupo Cobras ganhou o Premio
Açorianos de 1995, na categoria melhor disco do ano. “Blues from Southlands” foi o primeiro álbum de blues gravado e produzido por um artista gaúcho. No entanto, o pioneirismo de Solon não parou por aí. Em 2004, o guitarrista gravou o elogiado “Instrumental Mood”, talvez um dos poucos registros de blues instrumental lançados até hoje no Brasil. A gravação ao vivo, sem overdubs, possui um colorido sofisticado e influências que vão do jazz às sonoridades latinas. O disco, que completa dez anos, acabou de ser pela gravadora Top Cat Records, de Dallas, nos Estados Unidos.

 

1-) Olá, Solon, conte um pouco sobre seu início na música e na guitarra, Quais foram as principais dificuldades e desafios?

Comecei a tocar violão por volta de 1981, tive a sorte de ter dois irmãos mais velhos interessados em música. Morava em Caxias  numa casa e nos fundos tinha um anexo onde eles ensaiavam, então comecei tocando bateria, a primeira guitarra que peguei na mão foi uma Fender Strocaster 1974 Olympic White totalmente Hendrix, após isso em 1984 vendi minhas raquetes de tênis, duas Wilson Jack Kramer para comprar um baixo Finch pois a primeira banda que toquei só tinha uma vaga para baixista, o guitarrista era o Duca Leindecker. Sempre curti blues, Eric Clapton, Johnny Winter, Vaughan . Então quando finalmente comprei uma guitarra em 87 essa referencia de guitarra já estava gravada na minha mente. Nunca me interessei por guitarristas do estilo metal. Minha onda sempre foi blues, rock, soul, jazz. Musica negra americana basicamente.

 

2-)Em seus trabalhos autorais vemos claramente a referência de outros estilos musicais, fora o blues, sua principal característica. Qual a importância para o guitarrista ter influências de outros elementos em sua música e não se prender apenas aos conteúdos de gêneros musicais mais comuns?

Curto muito jazz, apesar de não saber tocar, então tenho influencias de caras da Blue Note Records como Coltrane, Wes Montogomery, Jimmy Smith, Grant Green as vezes me aventuro em compor coisas com estruturas harmônicas e rítmicas diferentes do Blues tradicional. Não me imponho fronteiras, música é um território livre jamais vou renegar algo que pintou como inspiração e se desenvolveu até virar uma música por que isso não está dentro de certos conceitos estéticos. Curto muito as coisas fetas em New Orleans, ali se mistura tudo, do Caribe ao Funk Jazz Blues. Conhecer um pouco de New Orleans te faz entender a música americana o Funk vem dali, é uma experiência das mais enriquecedoras que se pode ter musicalmente falando.

 

3-) Qual a relação , em sua opinião, entre o estilo musical de um guitarrista e a guitarra a ser utilizada pelo mesmo?

Acho que existem referencias pesadas que fizeram certas guitarras serem utilizadas mais para determinadas coisas do que para outras, mas para mim o mais importante é a peça que fica atrás da guitarra.

 

4-) O que anda ouvindo e estudando? Quais suas influencias atuais?

Ouço muitas coisas, no momento em que escrevo isso estou escutando um disco do pianista Johnnie Johnson que tocava com o Chuck Berry. O disco se chama Johnnie B. Bad foi gravado em 92 tem participações do Keith Richards, Eric Clapton e mais um monte de gente. Tenho escutado muito um cantor chamado O.V Wright, Graham Central Station, Parliament Funkadelic e por ai vai.

 

5-)Em sua opinião, quais os fatores indispensáveis para se tornar um músico/guitarrista de qualidade?

Humildade, perseverança, foco, estudo, cultura musical e algum talento. kkk.

 

6-) O que achas das guitarras relicadas?

Acho legal, curto mais as originais tenho uma 56 e uma 65, porem hoje em dia não se pode mais aindar com estes instrumentos num bag na noite em POA. O relic é uma arte, é como pintar um quadro depende do pintor. Já vi coisas lindas e já vi coisas horrorosas. É tipo uma calça jeans que vc compra ja desbotada pode ser toda rasgada enfim cada um gosta de uma coisa. Gosto é gosto.

 

7-) Algum lançamento ou nova parceria que gostaria de ressaltar?

Tenho a linha de guitarras da Guitar Garage – www.guitargarage.com.br, loja que tenho aqui em Porto Alegre  é que vai completar 15 anos em agosto. Essas guitarras não tem similar no Brasil por que além de fazer as guitarras fabricamos os captadores. Tenho minha marca de cerveja em parceria com a cervejaria Maniba de Novo Hamburgo que pra mim é a melhor micro cervejaria do Brasil. A cerveja se chama IPA BLUES. Vou  lançar um disco novo em 2017, enfim algumas coisinhas rolando por ai.

 

8-)O que pensa da relação tão próxima que hoje vivemos entre a internet e o meio profissional da música? Para você como deve ser o melhor posicionamento do músico profissional em relação a essas ferramentas de trabalho?

Acho que a internet é uma ótima ferramenta de trabalho, uso muito para divulgar minhas atividades acho que ela aproxima as pessoas, as vezes afasta , mas fazer oque . Como qualquer coisa se for bem utilizada vem para o bem. Mas sem dúvida é um grande facilitador. Na verdade é um caminho sem volta ou vc se adapta a ela ou vai ficar fora do mundo. Não há mais como viabilizar um trabalho musical sem esta ferramenta.

 

 

09-) Agradecemos sua presença no GUITARFLIX, e para finalizar gostaríamos que deixasse uma mensagem para seus fãs e seguidores do site! Muito Obrigado.

Agradeço a oportunidade e o espaço para poder expressar minha opinião e contar um pouco da minha atividade como músico. Desejo sorte e vida longa ao site. Um grande abraço a todos que fazem e que acessam o GUITARFLIX.

VALEU!! Solon Fishbone

Grande abraço e obrigado!                                                 

 

Site: http://www.solonfishbone.com/

 

 

 

 


colorido sofisticado e influências que vão do jazz às sonoridades latinas. O disco, que
completa dez anos, acabou de ser pela gravadora Top Cat Records, de Dallas, nos
Estados Unidos.

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